domingo, 16 de setembro de 2007

Paula Rego

Paula Figueiroa Rego nasceu em 1935 em Lisboa. Partiu em 1954 para frequentar a Slade School of Art em Londres. Casada com um inglês permaneceu em Inglaterra, onde fixou residência, desde 1976. As suas raízes trazem-na regularmente a Portugal onde exibe com frequência.

Com um nome reconhecido em todo o mundo, é colocada entre os quatro melhores pintores vivos em Inglaterra.

A pintura de Paula Rego tem imaginação, monumentalidade e ousadia. A sua obra perturba e emociona. É misteriosa - tal como a artista. “Ela não se expõe demasiado, é curta nas palavras”, diz a fadista Kátia Guerreiro.

Com personalidade vincada, Paula Rego é conhecida pelos seus olhos profundos e pela forma peculiar como estes observam o mundo. Tem enorme capacidade de dissecar e criticar, retratando muito bem a realidade e as questões que considera prementes. Pinta a guerra, o aborto, mas também a metamorfose da obra homónima de Kafka, ou as mulheres de “O Crime do Padre Amaro”, de Eça de Queirós. A sua obra tem uma “força extraordinária” e, ainda por cima, frisa Mário Matos Ribeiro, produtor de moda, “cria ambientes tão banais, tão caseiros, que se torna perturbadora”. A maneira quase infantil de se expressar - tanto na pintura como na oralidade - faz de Paula Rego uma personagem intrigante, a quem ninguém fica indiferente. Em certos momentos, tem uma perturbante doçura. Noutros, uma assustadora agressividade. Mas os seus quadros são belos, como tudo o que é indomável.

Paula Figueiroa Rego nasceu em 1935 em Lisboa. As memórias mais marcantes são da casa dos avós paternos, onde costumava ficar sempre que os progenitores estavam em Inglaterra. Ali, os gansos, patos, pintos e galinhas ajudavam-na a passar o tempo. Além disto, desenhava muito. À medida que o fazia, as histórias cresciam dentro de si, vindo a sugerir novas narrativas como as que hoje se constroem a partir dos seus quadros.
“A obra de Paula Rego é muito pessoal, são coisas com que ela brincava quando era pequenina”, diz Maria José Palla, fotógrafa e professora universitária. A pintura sempre lhe serviu para expressar emoções: medo, injustiça, inveja ou terror.

Oriunda de uma família da alta burguesia, frequenta a St. Julian’s School, no Estoril. Ao reconhecerem o seu talento para a pintura, os professores incentivam-na a prosseguir. Não se avizinhava coisa fácil. Em Portugal, era uma carreira que estava destinada a homens ou a jovens de sociedade, enquanto breve devaneio diletante, antes de se tornarem esposas e mães.

Em 1954 Paula Rego parte para Londres, onde frequenta a Slade School of Art. O fim dos estudos determina outro futuro. Paula Rego conhece o pintor inglês Victor Willing, com quem casa, e aprende a fazer “arte de adulto”, como chama à pintura de cavalete.

Opta por viver em Inglaterra, embora exponha regularmente em Portugal. As suas exposições de pintura e desenho batem recordes de afluência, como foi o caso da última, no Museu de Serralves, no Porto: cerca de 300 mil visitantes. “Mantém o cordão umbilical ao país de origem. O seu nome estará para sempre ligado a Portugal”, afiança Kátia Guerreiro. Acima de tudo, como refere a escritora Inês Pedrosa, “é o exemplo de um português que cumpriu o sonho de ter sucesso lá fora”. Isto apesar de os Britânicos pensarem que Paula Rego é inglesa, como explica Maria José Palla: “Quanto tinha 15 anos, fui a Londres e só via Paula Rego por todo o lado, nas livrarias, na National Gallery, por todo o lado! Fiquei espantada! Como é que uma portuguesa poderia ocupar um espaço tão importante numa cidade como Londres?”

O professor universitário Delfim Sardo vai mais longe. Diz que Paula Rego se insere mais na pintura britânica do que na portuguesa. “A tipologia da pintura que foi desenvolvendo tem raízes mais próximas da arte britânica com que conviveu nos últimos 30 anos do que propriamente nas práticas artísticas nacionais.” Mas utiliza uma “vernaculidade na simbologia que é claramente portuguesa”, tendo sido convidada, pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, a pintar uma série de oito quadros sobre a vida da Virgem Maria para a Capela do Palácio de Belém, a sede da Presidência da República.

Com numerosas exposições individuais e colectivas, Paula Rego já arrecadou diversos prémios. “Pinto para dar uma face ao medo”, disse um dia. Nos recantos da sua voz nota-se candura, enquanto os seus olhos parecem vaguear por outros territórios. Depois de passar a casa dos 70 anos, a pintora demonstra a mesma curiosidade inabalável das crianças. É internacionalmente reconhecida e foi considerada, em Inglaterra, como um dos quatro melhores pintores vivos do mundo. Para Raquel Henriques da Silva, professora de História da Arte na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Paula Rego “é uma artista que resolveu, em fase avançada da carreira, fazer apenas o que lhe apetece. E o que lhe apetece é contar histórias em pintura”. Aprendeu a fazer o que quer - não o que os outros esperam dela.

Exposições Individuais

1965 SNBA, Lisboa
1971 Galeria São Mamede, Lisboa
1972 Galeria Alvarez, Porto
1974 Galeria da Emenda, Lisboa
1975 Módulo, Porto
1977 Módulo, Porto
1978 Galeria 111, Lisboa
1981 Galeria AIR, Londres
1982 Galeria 111, Lisboa

Galeria Edward Totah, Londres

1983 Arnolfini, Bristol

Galeria Espace, Amesterdão

1984 South Hill Park Arts Centre, Bracknell

Midland Group, Nottingham
Galeria Edward Totah, Feira de Arte de Zurique

1985 The Art Palace, Nova Iorque

Galeria Edward Totah, Londres

1987 Selected Work 1981-1986, Aberystwyth Arts Centre

Galeria Edward Totah, Londres

1988 Exposição Retrospectiva, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

Exposição Retrospectiva, Casa de Serralves, Porto
Exposição Retrospectiva, Galeria Serpentine, Londres

1989 Nursery Rhymes, Marlborough Graphics Gallery, Londres

Galeria 111, ARCO, Madrid
Galeria 111, Lisboa

1990 Nursery Rhymes, Galeria 111, Lisboa

Nursery Rhymes, Galeria Zen, Porto

1990/91 Nursery Rhymes, Exposição Itinerante do South Bank Centre

Nursery Rhymes, Exposição Itinerante do British Council in Europa

1991/92 Tales from the National Gallery, Plymouth City Museum and Art Gallery

Tales from the National Gallery, Middlesborough Art Gallery
Tales from the National Gallery,Whitworth Art Gallery, Manchester
Tales from the National Gallery, Cooper Art Gallery, Barnsley
Tales from the National Gallery, National Gallery, Londres
Tales from the National Gallery, Laing Art Gallery, Newcastle
Tales from the National Gallery, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

1992 Galeria 111, Lisboa

Peter Pan e outras Histórias, Marlborough Fine Art, Londres

Peter Pan, série de 15 gravuras e águas-tintas, Marlborough Graphics, Londres

Peter Pan, Galeria Zen, Porto

1993 Galerias Trem e Arco, Faro

Peter Pan, Galeria 111, Lisboa

Nursery Rhymes, Cheltenham Literary Festival

1994 Dog Woman, Marlborough Fine Art, Londres, Art Gallery of Greater Victoria,

Victoria BC, Canada

1995 Nursery Rhymes, Ty Llen, Cardiff Literature Festival (Maio-Julho)

Nursery Rhymes and Peter Pan, Annandale Galleries, Sydney; Charles Nodrum Gallery, Melbourne

1996 Nursery Rhymes, University Gallery, University of Northumbria at Newcastle

Pendle Witches, Marlborough Gallery, Londres

Pendle Witches, Galeria 111, Lisboa

1996/97 Marlborough Gallery, Nova Iorque

1997 Pendle Witches, Galeria 111, Porto

Exposição Retrospectiva, Tate Gallery, Liverpool

Exposição Retrospectiva, Centro Cultural de Belém, Lisboa

Paula Rego-Gravura, Galeria do Forum, Leal Senado, Macau

Paula Rego-Pintura 1959-1997, Galeria de Exposições Temporárias, Leal Senado, Macau

1998 Pintura 1959-1997, Palácio dos Capitães Generais, Angra do Heroísmo

Pintura 1959-1997, Academia das Artes dos Açores, Ponta Delgada

O Crime do Padre Amaro,, Dulwich Picture Gallery, Londres

Pendle Witches, Galeria Marlborough, Madrid

1999 Paula Rego-Obra Reciente, Galeria Marlborough, Madrid

The Children’s Crusade, Una serie de 12 grabados, Galeria Marlborough, Madrid

O Crime do Padre Amaro e Untitled, Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa

2000 Pendle Witches, Children’s Crusade and Drawings, Abbot Hall Art Gallery, Kendal

Paula Rego, da colecção Manuel de Brito, Museu de Arte Contemporânea, Fortaleza de São Tiago, Funchal

2001 Lançamento do livro Meninas de Agustina Bessa-Luís com ilustrações de Paula Rego

Lançamento do livro O Regresso de Chamilly de Adília Lopes com ilustrações de Paula Rego

Nursery Rhymes e Outras Gravuras, Parque das Nações, Lisboa

Só Desenhos, Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, Lisboa

Celestina’s House, Abbot Hall Art Gallery, Kendal

2002 Celestina’s House, Yale Center for British Art, New Haven



Algumas Exposições Colectivas Recentes

1991-92 >From Bacon to Now - The Outsider in British Figuration, Palazzo Vecchio, Florenç

The Primacy of Drawing - An Artist’s View, exposição itinerante do South Bank Centre Bristol Museum and Art Gallery; Sotke-on-Trent Art Gallery; Graves Art Gallery, Sheffield

1992 Myth Dream and Fable , Angel Row Gallery, Nothingham

1992-93 Innocence and Experience, Manchester City Art Galleries and South Bank Centre, exposição itinerante, Ferens Art Gallery, Hull; Castle Museum, Nottingham: Kelvingrove

Art Gallery and Museum, Glasgow

Life into Paint: British Figurative Painting of the 20th Century, Israel Museum, Jerusalem


1993-94 Writing on the Wall-Women Writers on Women Artists, Tate Gallery, Londres;

Norwich Castle Museum; Arnolfine Gallery, Bristol

1994 Unbound Possibilities in Painting, Hayward Gallery, Londres

Colecção Manuel de Brito-Imagens de Arte Portuguesa do Século XX , Museu do Chiado, Lisboa

Waves of Influence, Snug Harbour Cultural Center, Statton Island, Nova Iorque

Here and Now, Serpentine Gallery, Londres

John Murphy, Avis Newman, Paula Rego, Saatchi Gallery, Londres; Contemporary

Arts Society Art Market, Festival Hall, Londres

1994-95 An American Passion-The Summer Collection of Contemporary British Painting,

McLellan Galleries, Glasgow, Royal College of Art, Londres

1995 Colecção Manuel de Brito-Imagens da Arte Portuguesa do Século XX, Leal Senado,

Forum, Macau; MASP, Museu de Arte de São Paulo; MAM, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro

Artistas Portugueses do Século XX , Casa do Povo, Cidade Proibida, Pequim

Galeria 111, FIAC, Paris

Open Studio, The Florence Trust, Londres



Summer Exhibition, Marlborough Fine Art, Londres

Peep, Brighton Museum em colaboração com The Institute of International Visual Art

New Acquisitions, National Portrait Gallery, Londres

1996 David Hockney: Six Fairy Tales from the Brothers Grimm; Paula Rego:Nursery

Rhymes, University Museum, Long Beach, Califórnia

Spellbound: Art and Film, Hayward Gallery, Londres

Galeria 111, FAC, Porto

1997 I Festival de Gravura de Évora

Festival de Arte Contemporânea, Marca-Madeira 97, Funchal

Feira do Livro de Frankfurt, Frankfurt

1998 Imaginários, Seduções, Universos, Galeria Municipal Gymnásio, Lisboa

O que há de Português na Arte Portuguesa do Século XX, Palácio Foz, Lisboa

Arte Contemporânea Anos 60/90, Galeria 111, Porto

Arte Portuguesa Anos 60/90, Galeria 111, Lisboa

Portugal em Pequim, Galeria Nacional de Arte da China, Pequim

8 Artistas da Galeria 111, Galeria da Secretaria Regional do Turismo e Cultura, Funchal

A Escola de Londres. De Bacon a Bevan, Fondation Dina Vierny, Musée Maillol, Paris

1999 ARCO’99, Galeria 111, Madrid

    A Escola de Londres. De Bacon a Bevan, Auditório de Galicia, Santiago de Compostela

    Five Portuguese Painters, Guinness Hopstore, Dublin

2000 Um Oceano Inteiro para Nadar, Culturgest, Lisboa

A Visão do Paraíso, Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva, Ericeira

Encounters: New Art from Old, National Gallery, Londres

British Art Show 5, Hayward Gallery, South Bank Centre Travelling Exhibition: Scottish National Gallery of Modern Art, Edinburgh; Southamptom City Art Gallery; National Museum of Wales, Cardiff; Birmingham Museum & Art Gallery

The School of London and their Friends – The Collection of Elaine and Melvian Merians, Yale Center for British Art, New Haven

2001 The School of London and their Friends – The Collection of Elaine and Melvian Merians Neuberger Museum of Art, Purchase

8 Pintoras Portuguesas, Fundação Bissaya Barreto, Coimbra

FAC’2001, Galeria 111, FIL, Lisboa





Prémios

1971 Prémio dos Críticos, Sóquil

1984 Premiada, TWSA Touring Exhibition, Newlyn Arts Centre, Penzance
1987 Prémio Benetton/Amadeo de Souza-Cardoso, Casa de Serralves, Porto
1989 Prémio Turner 89, Londres
1998 Prémio Bordalo da Casa da Imprensa 1997, Lisboa
1998 Prémio AICA’97, Lisboa
2001 Prémio Celpa/Vieira da Silva

Colecções Públicas

Arts Council, Londres

British Council, Londres
British Museum, Londres
Bristol City Art Gallery
Colecção Berardo, Museu de Arte Moderna, Sintra
Embaixada de Portugal, Londres
Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa
Leeds City Art Gallery, Leeds
Museu de Arte Contemporânea de Serralves Porto
National Gallery, Londres
National Portrait Gallery, Londres
New Hall, Cambridge
Rugby Museum and Art Galley
Saatchi Gallery, Londres
Tate Gallery, Londres
Victoria e Albert Museum, Londres
Witworth Art Gallery, Manchester

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Ser português...que mania a tua

Pequeno pais à beira mar plantado, que pequenas pessoas sois vós? Não bastou os Descobrimentos e um ou dois álbuns de Fado tão na moda na "World Music"?

O primeiro requisito para ser português é saber que isto não é uma coisa muito boa, um quarto da população mundial é Chinesa e nós fomos logo calhar portugueses, isto é que é sorte...

Neste blogue quero prestar a minha homenagem a pobres coitados que desafiaram a sua nacionalidade e vingaram numa sociedade cada vez mais global. Não vou tentar ser justo, pois mesmo que o tentasse haveria sempre alguém esquecido, mas prometo que quem referir merecerá a distinção.

PS: O Salazar não vai ser homenageado, desculpem lá mas eu é que mando.

As origens

Afonso I, mais conhecido pelo seu nome de príncipe, Dom Afonso Henriques, (25 de Julho de 11096 de Dezembro de 1185) foi o primeiro rei de Portugal, conquistando a independência portuguesa em relação ao Reino de Leão.

Em virtude das suas múltiplas conquistas, que ao longo de mais de quarenta anos mais que duplicaram o território que o seu pai lhe havia legado, foi cognominado O Conquistador; também é conhecido como O Fundador e O Grande. Os muçulmanos, em sinal de respeito, chamaram-lhe Ibn-Arrik («filho de Henrique», tradução literal do patronímico Henriques) ou El-Bortukali («o Português»).

--filho de--

Henrique de Borgonha (1066Astorga, 24 de Abril de 1112) foi Conde de Portucale desde 1093 até à sua morte. Ele foi o filho de Henrique de Borgonha, herdeiro de Roberto I, Duque de Borgonha e de Beatriz ou Sibila de Barcelona. Era irmão de Eudes I.

Sendo um filho mais novo, Henrique tinha poucas possibilidades de alcançar fortuna e títulos por herança, tendo por isso aderido à Guerra de Reconquista. Ele ajudou, enquanto cruzado, o Rei Afonso VI de Leão e Castela a conquistar o Reino da Galiza, que compreendia aproximadamente a moderna Galiza e o norte de Portugal, recebendo como recompensa com a filha dele, Teresa de Leão com a qual casou.

Alguns anos mais tarde, em 1096, Henrique tornou-se também o Conde Portucalense, condado até à data dependente do reino de Galiza, derivado à má politica bélica que o seu primo, Conde Raimundo da Galiza, conduzia contra os Mouros.

--filho de--

Henrique de Borgonha (1035 - ca. 1074) foi o filho e herdeiro de Roberto I, Duque de Borgonha. Ele faleceu pouco antes do seu pai não o tendo por isso sucedido na Borgonha. Henrique casou com Sibila de Barcelona, filha dos Condes de Barcelona e teve os seguintes filhos:

--filho de--

Roberto I Capeto (1011 - 21 de Março 1076) foi Duque da Borgonha entre 1032 e a sua morte, e o primeiro duque da dinastia Capetiana que haveria de governar o ducado até ao século XIV. Roberto era o filho mais novo do rei Roberto II de França e irmão de Henrique I.

Roberto tornou-se Duque da Borgonha por doacção do seu irmão Henrique, depois da sua ascensão à coroa de França. Foi sucedido pelo seu neto Hugo I, filho de Henrique. O seu neto Henrique tornou-se Conde de Portugal e foi pai de Afonso Henriques.

Roberto II (Orleães, 27 de Março de 972 - Melun, 20 de Julho de 1031) cognominado o Pio ou o Sábio, foi o segundo monarca de França da dinastia capetiana, desde 996 até à sua morte. Era filho de Hugo Capeto, com quem reinou e a quem sucedeu, e de Adelaide da Aquitânia[1].

--filho de--

Hugo Capeto (93824 de Outubro de 996) foi rei dos francos de 987 a 996, o fundador da dinastia capetiana. Era filho de Hugo, o Grande, duque dos francos, e de Hedwige, ou Avoia, da Saxónia, filha de Henrique I da Saxónia, rei da Germânia.

Em 987, Hugo Capeto, duque dos francos, tornou Paris na principal cidade do país e o poderio do ducado estendeu-se gradativamente a toda a França, durante o período de lutas civis que acompanhou as três primeiras Cruzadas. Homem de grandes virtudes administrativas, não granjeou o poder por simpatias, mas sim por astúcia, força e o suborno.

Henrique, o Passarinheiro (Heinrich der Finkler ou Heinrich der Vogler, em alemão; Henricius Auceps, em latim) (876 – 2 de julho de 936) foi duque da Saxônia a partir de 912 d.C. e rei dos germanos (chamado Henrique I da Germânia) de 919 até a sua morte, em 936. Primeiro da dinastia otoniana de reis e imperadores germanos, é considerado o fundador e primeiro rei do império alemão medieval, até então conhecido como Frância Oriental. Recebeu o epíteto "passarinheiro" porque teria recebido a notícia de sua eleição como rei no momento em que consertava as suas redes de passarinhagem. Sucedeu-no no trono Otão I da Germânia.